Estamos sempre com pressa. Isso é tão óbvio que passa batido por nossa consciência, e não percebemos o mal que causa. A impaciência nos assalta o tempo todo, no engarrafamento diário das ruas, nas filas que somos obrigados a enfrentar e até mesmo na frente da tela do micro, quando baixamos um programa. Dura 30 segundos? É demais! Nosso estresse não aguenta tudo isso.
Nessa pressa de cumprir a agenda diária, nossos dias são mais curtos, os meses passam despercebidos, os anos, então, nem se fala! De repente é Natal, e logo em seguida estamos no meio da folia carnavalesca, a Páscoa já era, metade do ano acabou e a ciranda continua até que - de repente e tarde demais - cai a ficha e descobrimos que a vida passou.
Conexão
Conexão tem a ver com pessoas, nosso mundo, nossa cultura e o Universo em que vivemos.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Vândalos virtuais
Como todo covarde, eles se escondem para cometer suas maldades. Prejudicam milhões de usuários do meio eletrônico, sejam estudantes, profissionais ou simplesmente pessoas que querem se comunicar, se divertir ou se informar através do computador. Como os vândalos do mundo "real", eles sentem prazer em destruir o que outros construíram com esforço e dedicação; sentem-se poderosos como os pichadores que escalam prédios para sujá-los com sua ignorância. Como sádicos, divertem-se com o sofrimento alheio, destruindo o resultado do trabalho dos outros com seus "cavalos de Troia" infectando as máquinas e deletando o que encontram pelo caminho. Combatê-los é complicado e muito difícil, mas não impossível. Todo usuário de internet sabe, em tese, como se defender, mas nem sempre consegue, e acaba tornando-se mais uma vítima dos hackers. Prevenir-se ainda é o melhor antídoto, embora, claro, não seja infalível.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Canto da Poesia
O poema abaixo foi escrito em 1955 por Dom Marcos Barbosa, um monge beneditino mineiro que vivia no Rio de Janeiro. Produziu, além de poemas, crônicas belíssimas no Jornal do Brasil.
A Flor do Tanque
Vós, que amais a natureza,
é preciso vir para vê-la,
recém-brotada das águas,
como no céu uma estrela!
Ontem mesmo nada havia,
dissimulado botão;
ergue agora no cristal
a sua branca ascensão.
Nasce no jardim do claustro,
não na terra, mas no tanque;
vai vendo abrirem-se as outras
de um aquático palanque.
E tem gestos de oriente
a corola estilizada,
pondo brancas sombras de anjos
na superfície irisada.
Vinde vê-la! Oh, não podeis:
pois foi nascer na clausura
e já bóia, branca Ofélia,
nas águas da sepultura.
Tão depressa brota o poema
de efêmera duração;
mal risca de leve a vida
o anseio do coração...
sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Íris em flor
Hoje fomos às compras, minha mãe e eu.Mudança de estação é sempre um bom pretexto - renovar o guarda-roupa, passar adiante o que não agrada mais.
Ao voltarmos para casa, ela me chamou para o jardim:
-Vem ver as íris, estão abertas!
Estavam gloriosas, em suas pétalas brancas e lilases e roxas, suavemente perfumadas, rodeadas de abelhas. Me esbaldei de fotografá-las, enquanto os insetos usavam as pétalas internas como escorregador para chegar às fontes de néctar. E saíam com as perninhas amarelas, cheias de pólen. Pensei: "Haverá roupagem mais bela do que esta?"
Ao voltarmos para casa, ela me chamou para o jardim:
-Vem ver as íris, estão abertas!
Estavam gloriosas, em suas pétalas brancas e lilases e roxas, suavemente perfumadas, rodeadas de abelhas. Me esbaldei de fotografá-las, enquanto os insetos usavam as pétalas internas como escorregador para chegar às fontes de néctar. E saíam com as perninhas amarelas, cheias de pólen. Pensei: "Haverá roupagem mais bela do que esta?"
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